20 setembro 2010

Políticos

Não gostos muito desse cara pessoalmente (dane-se a ambiguidade), mas confesso que nesse vídeo ele mandou muito bem, além de completar várias coisas do que disse no ultimo post!




19 setembro 2010

LEI Nº 9.504

"LEI Nº 9.504
(30 DE SETEMBRO DE 1997)

Art. 45. A partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão, em sua programação normal e noticiário:

II - usar trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de qualquer forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido ou coligação, ou produzir ou veicular programa com esse efeito."



"O que o humor brasileiro, sendo em muitos casos uma forma de trabalho, tem a ver com os joguinhos políticos?

O TSE afirma que a lei de 97 visa ao equilíbrio nas disputas, ao tratamento isonômico dos candidatos. Sendo assim, fica a pergunta: como é possível uma igualdade, quando há uma defasagem de dez minutos, somente no horário eleitoral obrigatório, entre os candidatos à presidência?

A política no Brasil não é levada a sério, e não só pelos políticos. Quase 70% dos eleitores não lembram em quem votaram nas últimas eleições. Ter uma lei que tenta deixar nossas eleições mais sérias, censurando o humor, torna-se a própria piada.

Quantos de nós não desligamos a TV ou, pelo menos, mudamos para um canal pago na hora do horário eleitoral? E os que restaram, quantos não o assistem só para dar umas boas risadas? Essa lei totalitária só nos tira alguns motivos de risadas, enquanto deveríamos, por termos essa política vergonhosa, apenas chorar."


ps. - Sim, eu sei que essa lei já foi alterada, mas fica o texto.


Obs¹ - O texto original foi adaptado para ser reescrito aqui.
Obs² - Dou a minha palavra que tudo é de minha autoria, acredite quem quiser.
Obs³ - Está vetado qualquer tipo de cópia seja de qual for a parte do texto e seja para qual for a finalidade (Orra! Zuera. Copiem e digam que é de vocês essa porcaria de aglomerado de palavras.)

02 setembro 2010

O Tempo

A dimensão mais temida de todos. O Tempo. O inexorável Tempo.

Não perdoa ricos, pobres, famintos, fartos, jovens, idosos, mulheres, homens, animais, humanos, animados ou inanimados. Tudo e todos estão fadados a não permanecerem como estão. O dinamismo do universo, apenas, é assim (querendo ou não). Nós só o aceitamos como regra e dançamos conforme a música macabra que é tocada para nós. Sendo assim, todos temos que dançar: errado ou certo, rápido ou devagar, com alguém ou sozinhos. Nós dançaremos, mesmo que seja a última música ou mesmo que não cheguemos a dançá-la até o fim.


A vida é assim. É, e apenas é.

Nem as coisas mais abstratas resistem ao Tempo.

Nem as maiores amizades, os mais perfeitos amores. Os gostos que antes combinavam, não combinam mais; as longas e produtivas conversas que antes tinham, não passam de 3 minutos; o cheiro tão gostoso que tinha antes, hoje é apenas mais um; o sorriso que alegrava o dia, não passa de um remendo tentando arrumar o que se foi; toda aquela beleza exuberante, só se acha na memória; e assim vai... cada detalhe, agora, não passa de uma mera parte do todo. É assim. Os mais belos laços ruem, inevitavelmente. As lembranças boas ficam (às vezes misturadas com algumas ruins), assim como a consideração, a essência da amizade e do amor. O idealismo fica a mente - perturbando a cada segundo, minuto, hora, dia ou ano - dependendo somente do significado de cada momento.

É fato. Ele vai passar; você vai envelhecer; grandes amizades e amores ficarão só nas lembranças, algumas fisicamente presentes, e raríssimas perdurarão no dia-a-dia até o final.

Não adianta lutar, esbravejar, chorar. Tudo vai passar, (repito) querendo ou não, acabando aqui ou com a morte.

(In)felizmente é assim. Ponto.